| “Fico muito admirado com a partidarização excessiva” | ||||
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Mário Pragosa à conversa no BandÁnimaA quarta edição do BandÁnima, no dia 15 de janeiro, encheu praticamente o cineteatro de Porto de Mós e teve um sabor especial a Fado, recentemente distinguido como Património Imaterial da Humanidade. António José Bento a “invadir” a sala no início do espetáculo com a sua voz fadista, sem que ninguém o previsse, surpreendeu os presentes, que não pouparam as palmas. Ao palco, subiram ainda Ana Carolina Pereira, com uma promissora voz no tema “Ó Gente da Minha Terra”, e, ainda, o Quarteto de Instrumentistas saído da Banda Recreativa Portomosense (BRP), com Catarina Gomes, Edgar Muliano, Nelson Amado e Pedro Moleano. Nesta edição, o convidado da BRP foi Mário Pragosa, médico e presidente da Assembleia Municipal de Porto de Mós, que começou por recordar as suas raízes humildes. Acabado de fazer 60 anos de idade, Mário Pragosa afirma que os seus valores se mantiveram intactos ao longo dos anos e que foi um jovem com sorte, mas que também trabalhou muito para isso. Numa viagem pelo tempo, recordou quando, numa carroça puxada por uma mula, fazia a distribuição da hortaliça que os seus pais plantavam e o dia em que a esposa do Dr. Perpétua, proprietário do Colégio de Porto de Mós começou a reparar nas suas capacidades e o incentivou a estudar. Um caminho que seguiu, pisado sempre a par das tarefas na agricultura, para ajudar os pais, que contavam com outros seis filhos. Medicina permitiu “fazer algo em prol das pessoas” Porque conheceu bem as dificuldades de outros tempos, Mário Pagosa diz ter sentido necessidade de fazer algo em prol das pessoas. A medicina, realça, tem-lhe permitido isso. Foi em 1978 que concluiu a licenciatura e, quatro anos depois, ingressou no Quadro Permanente de Oficiais Médicos do Exército.
Marcante na sua carreira, foi a missão da Nato em Timor, em 2000, onde trabalhou durante quatro meses. Uma missão que “causou algum escândalo”, porque, explica, se recusou ir para a zona da praia, onde nada se fazia, para rumar às montanhas de Dili, onde “havia gente a morrer e a precisar de ajuda”. A preocupação com a sua terra e com o bem-estar comum foram, segundo ele as razões que o levaram a enveredar pela política. Diz ser um “espectador”, enquanto presidente da Assembleia Municipal de Porto de Mos, mas deixa um recado. “Olho para a política termos de fazer coisas e não em termos partidários. Fico muito admirado e desgostoso com a partidarização excessiva que vejo. Falta união e é preciso ter coragem para dizer que algo foi bem feito quando efetivamente foi.”, disse. A terminar a conversa Zeca Vigário surpreendeu Mário Pragosa com um desafio que este aceitou de imediato: cantar um fado ali mesmo, sem qualquer ensaio. “Samaritana” foi o escolhido. A próxima edição será a 19 de fevereiro , domingo de Carnaval, e promete ser divertida pelo anúncio que foi feito. Irá contar, seja de que forma for, com D. Fuas Roupinho, D. Afonso e o ainda enigmático “Lagartex.com”. Antes disso, no dia 5 de Fevereiro, a meio da tarde, a BRP estreia na festa da Mendiga, um novo projeto: o Bandalarga, que promete levar o espetáculo que junta a Banda Recreativa Portomosense e os cantores Madalena Santos, Zeca Vigário e Rui Silva, a todo o concelho. A Banda volta a atuar no dia 12 de Fevereiro, no Chão das Pias, por ocasião da tradicional festa da “Chança”. |
| Actualizado em ( Segunda, 13 Fevereiro 2012 22:14 ) |



Mário Pragosa à conversa no BandÁnima